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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Como fazer um post, Mão Suja, Bolivianos e Downloads de filmes

Hoje eu vou mostrar como eu faço um post de crítica, e porque são tão revoltados…

Sem abrir o jornal, vejo a primeira página e vou lendo as principais manchetes e seus respectivos leads.

Venhamos a esta parte; “Dona de autoescola presa ao burlar aula noturna” – tomem cuidado, mas não, não será post –, “Polícia acha sangue no sítio de Bruno” – não! –, “Timão segura a liderança” – quem liga para o Corinthians? [ps: graças ao meu irmão, o Palmeiras ganhou do Santos nesta quinta-feira, 15] –, “Rolex roubado vai para o exterior” – falando em Corinthians, mas não –, “Governo fez e distribuiu o ‘kit Dilma’” – realmente não quero falar mais [por enquanto] deste ser –, “Mamadeira esconde risco para bebês” – poxa vida, hein! Eu to vivo, então [se bem que não usei muito mamadeira] –, “Metade dos brasileiros não lava as mãos após ir ao banheiro” – e temos uma vencedora!

Eu fico, cada vez mais, com vergonha da minha terra Tupiniquim. A pesquisa que mostrou, como supracitado está [como eu disse], que “Metade dos brasileiros não lava as mãos” foi feita por uma consultoria inglesa – TNS Global Market Research. E, no Brasil, não foi feita em locais distantes, com intuito de manchar a imagem nada alva de nossa nação; a pesquisa foi feita nas cidades de Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegra e, pasmem!, São Paulo.

Sim, sim… Agora, quando você vir alguém sair do banheiro sem lavar as mãos não se assuste, ache normal, pois esta pessoa faz parte da maioria; olhe estranho para os que, como eu, lavam a mão.

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Evo Morales soube empregar o dinheiro que [roubou] adquiriu estatizando a [nossa] Petrobrás; o governo da Bolívia comprou um novo jato francês, para servir de avião presidencial, o custo foi de R$66,5 milhões. E, então, você pensa “Mas é só aqui que estes bolivianos fazem besteira ou não sabem o que fazem?”

E é aí que você, meu caro, engana-se! Pois, embora haja este maravilhoso jato, não há piloto no país capaz de comandá-lo!

Com isso, com certeza, você está mais relaxado, pensando “ainda bem que vieram os portugueses!”, ou “que bom que não sei espanhol do berço!”. Então, durma bem esta [e as outras] noites, sabendo que somos superiores a maioria, e inferiores ao que nós damos importância.

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Saiu, nesta quinta-feira (15), no site da UOL o relato da prisão de dois chefes de uma suposta quadrilha que não respeitava os direitos autorais e de imagem dos filmes. Desde 2007 que já se faziam investigações quanto ao caso; ou seja, agora mesmo podem estar investigando outro site, que virá a ser descoberto futuramente.

Então, se você pratica algo ilegal na internet pare, se você faz download [ou conhece alguém que faz] de filmes na internet, não faça no site que foi pego – “brazil-séries”, não confundir com Series-BR [vai que existe], ou outro qualquer.

O link da reportagem está aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tec/767584-policia-de-sp-prende-donos-de-site-de-download-de-filmes-por-pirataria.shtml
Caso interesse a alguém.

Agora vou ver se vejo algum filme no meu computador; filme que adquiri legalmente, pelo menos no que consta no parágrafo 4º do artigo 184 do Código Penal: “O disposto (…) não se aplica quando (…) a cópia de obra intelectual ou fonograma, [feita] em um só exemplar, [for] para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.”

In Dubio Pro Bar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ex-BBBS, Divórcio e Traição de Mulheres

Antes de comentar alguma coisa vou postar aqui o link que me motivou a falar do primeiro assunto: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/766906-ninguem-e-chamado-para-mais-nada-diz-tessalia-sobre-ex-bbbs.shtml

Uma determinada ex-participante do programa Big Brother Brasil – o qual, sinceramente, detesto e não vejo nada de útil* –, da Rede Globo, reclamou que estão chamando poucos para trabalharem após o programa; isto ou nenhum deles de fato.

As pessoas, agora, além de ganhar um milhão de reais para não fazer nada durante sei-lá-quantos dias, esperam conseguir um emprego! Tantos brasileiros pedindo um emprego; mas estes aí querem no ramo artístico; vá, que queiram! Outros têm talento…

Eu já comentei, neste blog, sobre “celebridades” – que alguns chamam de “sub-celebridades” – que são seres que pretendem ganhar a vida aparecendo em festas; pessoas cuja fama não tem fonte merecedora. Não fazem nada para serem conhecidos, e muito menos reconhecidos; agora querem fazer, grande avanço, mas querem que lhes seja dado; gigante retrocesso!

Isso é como a criança, o adolescente, ou o jovem que acha que é dever do pai dar mesada à ele; não é sequer direito, é uma concessão. Ex-BBBs, sei que não leem [perdeu o acento, que triste, mas o Word® ainda não aprendeu] meu blog, mas parem de esperar o seu emprego cair do céu! Façam por merecer; está certo que foi motivado por motivo pífio, visto que a própria celebridade já disse que voltou a fazer o que fazia antigamente.

Mas a frustração é grande, todo mundo já espera que o governo dê casa, comida e emprego – o que é um absurdo; agora, esperar que a Globo, ou outra porcaria qualquer, dê um emprego já é muito.

*Há quem veja as novas Playboys como útil, se assim for, então algo de útil existe nisso

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Novamente, coloco antes o link para melhor informá-los: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24862259

Nesta terça-feira, 13, o Congresso Nacional promulgou duas Emendas Constitucionais (EC), uma tratando sobre o divórcio e outra sobre a juventude. Como declara o texto, o Congresso estava esvaziado; no meu entendimento não haveria três quintos (3/5) dos votos a favor para tornar válida como EC uma lei, mas deixemos o quórum de lado.

Fora o quórum, vou deixar, também, de lado a parte que trata sobre a Juventude.

Foi facilitado o Divórcio; agora você não precisa mais de um ano de separação judicial, ou dois anos de separação, basta desfazer judicialmente a besteira que fez na igreja ou no cartório. Em ato único! Parabéns; porém, se você quiser chance de repensar, se não tiver certeza do que está fazendo, já era.

Pensem um pouco, alguém tem que ter muita firmeza para tomar uma decisão como casar; para se separar também. Então, este ano de separação judicial poderia servir como um purgatório; dois anos de separação de fato são de mais, se o casal quiser voltar depois disso é meio ridícula a separação. Se houver divórcio em ato único, será muito mais constrangedor este “voltar atrás”.

Claro, nem sempre [ou melhor, quase nunca] ocorre como nos filmes, um casal se separou, a mulher arranjou outro, o cara está super [ou ‘uber’, plagiando Mr. Wallace] deprimido, e só lhes resta o filho como laço. Daí, num belo dia, eles brigam pra ver quem vai levar o filho para tomar sorvete, se entreolham, e notam que o amor nunca acabou. Aplausos, choros, e um belo fim juntos.

Mas se o casal precisar, ou quiser um tempo – apartados – para pensar, será meio estranho; podendo pedir a um juiz um divórcio direto, por que um casal que não se quer mais vai pedir a separação? Isso vai inibir esse ato reflexivo, se é isso ou não que deve ser feito ao matrimônio. E mais ações impensadas realizar-se-ão; e mais erros serão cometidos. Sem entrar no blábláblá de “e se houver uma criança envolvida” [papo para carola, o que me lembra Os Simpsons® “Alguém, por favor, pense nas criancinhas!”].

Creio que sobre isso é o que basta. Desta vez com menos frustração e raiva, quero pô-los para pensar, e discordar, é claro.

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Não, não vou falar que mulheres sempre traem, até porque minha mãe e minha namorada são mulheres.

O que me levou a escrever este – em específico – texto [que, espero, será breve] é que nos últimos dias li “Dom Casmurro” e “O Primo Basílio”.

No primeiro romance, não pude deixar de me comover com a esposa acusada. No segundo, não pude deixar de xingar muito no twitter a esposa e o primo da mesma. Nesta hora, eu penso “Assunto sempre em pauta”. Obviamente, não é de hoje que a mulher é acusada de traição; e menos de hoje que ela trai.

Os dois maiores escritores [de língua portuguesa] do século retrasado já trataram muito bem sobre o assunto, mas parece que elas não aprenderam; não estou acusando ninguém, mas no meu ponto de vista é muito mais fácil a mulher trair do que o homem. Não porque toda mulher é uma víbora; e nem porque Eva deu a maçã para Ark, digo, Adão comer.

O que me leva a crer que é mais fácil a traição da mulher, é que elas são mais facilmente enganadas que o homem. Agora, você mulher deve estar pensando “há! Tá bem! É só estalar os dedos que vem um idiota babando”. Isto pode não ser mentira – nem sempre é; mas nós não estamos sendo enganados. Neste caso, o homem não vai trair porque está pensando “Oh! Ela me ama, de fato! Vamos fugir para Paris!”, não! Ele quer tanto se dar bem quanto ela quer promiscuidade.

Contudo, quando uma mulher trai ela pode, sim, ser movida por este mesmo sentimento – pelo menos atualmente, infelizmente, é assim; fato é que há na mulher esta expectativa de que o homem realmente goste dela, que esteja amando, e só por isso ela trai.

Acho que não preciso dizer mais nada, que chovam críticas sobre isso, que se inicie a famigerada discussão dos sexos.

In Dubio Pro Bar

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Não bata, eduque"

Este é o nome de um projeto feito por uma junção de ONGs [arrgh], o qual se refere à educação dos filhos atualmente, a qual deveria ser feita sem as famigeradas palmadas.

É provável que seja proibida a palmada [entre outras agressões] como forma educativa a crianças, pois o presidente Luiz Inácio encaminhará ao Congresso um projeto de lei que coíbe a prática do castigo físico. Até aí, tudo bem. O texto desta terça-feira, 13, do Jornal da Tarde (do grupo Estadão) diz que essa medida é para SIMBOLIZ os 20 anos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

POXA, sinceramente, é sempre bom um projeto de lei, ainda mais encaminhado pelo chefe de governo e Estado deste país, mas fazer isso para simbolizar algo é de mais; é ridicularizar nossas ações e votos [se bem que estes ambos são ridículos, povo Tupiniquim]. Este foi meu primeiro apontamento, primeiro ponto.

Prosseguindo; o objetivo desta medida é “garantir o direito do menos de ser educado sem o uso de castigos corporais ou ‘tratamento cruel e degradante’ por parte dos pais e responsáveis”. Não basta, apenas, ser educado? O que, hoje em dia, já é difícil; tem de haver um projeto para tornar quase impossível a função de um pai na sociedade atual – parece bastante radical, mas depois explico o porquê.

Não havia, ainda, definição do que seria maus-tratos, neste caso cabe ao caso, acusação e ao juiz aceitar como maus tratos ou não – uma vez que no direito penal não pode haver analogia, o que não vem ao caso. Claro! Em 20 anos não foi necessário uma definição clara, pois é um tanto óbvio, agora precisará. Ora esta!

Não é preciso dizer que há penas mais graves para lesões corporais graves, neste caso variam de um a quatro anos.

Vou, agora, ao ponto que, para mim, foi o de maior frustração. As definições deste projeto, do que será considerado castigo físico e [entenda como e / ou] humilhante: Palmadas, beliscões, puxão de cabelo, uso da criança para desqualificar o cônjuge, surras, chacoalhar ou empurrar. É claro que, agora, deve estar me achando um Hitler ou um monstro [desculpe a redundância], mas eu só citei os plausíveis, venhamos aos que me deixaram estranhado: tapinhas na mão, rejeição, xingamento, obrigar a criança a ficar em determinado lugar.

Pasmem! O afamado “vai pro seu quarto, e não saia de lá até eu mandar!” agora é proibido!!! Não se pode mais dar um tapinha na mão do teu filho, se você estiver muito bravo com ele tem que o abraçar [não podendo rejeitar] como se nada tivesse acontecido, e, num momento de fúria, não pode proferir qualquer xingamento ao “ser” [tente usar este, dica gratuita do blog!].

Penso qual será a forma de educar, que tal esguicho d’água como se faz com cães; e, será que acharão uma batida de leve com o jornal uma agressão?
Certo, uma mãe resolveu isso, ela conversa com seus filhos, e quando está ao extremo tira os brinquedos e o vídeo-game. Agora imaginem uma casa que não haja brinquedos [sim, no Brasil há várias] e nem vídeo-game [idem, ibidem*], o que a pessoa fará? Não sou a favor, entendam, de agressão [não faço apologia a nada, também] a filhos, mas as medidas impostas chegam ao ponto de serem ridículas.

A acusação estará à mercê dos vizinhos parentes, funcionários, assistente social, etc. – testemunho de terceiros. Sim, é o auge àquelas senhorinhas que tem como única função fofocar. Parabéns! Têm, a partir do ano que vem – provavelmente, esta é a data prevista por causa das eleições –, um novo trabalho a se empenharem!

A pena a quem descumprir esta norma inclui advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação a tratamento psicológico. Ou seja, não batendo, você paga psicólogo a você, seu cônjuge e filho (a), pois este terá liberdade em demasia, e você achará que é necessário; e, batendo, você paga psicólogo a você, seu cônjuge (pela depressão e vergonha) e seu filho, desta vez pela surra que levou. E a culpa de tudo sempre será dos pais, não se esqueçam.

Em outra seção do mesmo assunto, uma professora, filósofa, escritora e pesquisadora em educação teve a pachorra de citar o caso Nardoni. Má quê!? [Mas como!?]
O que será que ela teve em mente? Ela, realmente, pensou que o casal jogou a garota do sexto andar [se é que jogou] por uma janela para punir?
Ela não pode ter falado sério; qual seria o motivo, ela virou a cara, deu um tapinha no irmão?

Prosseguindo nesta mesma entrevista, a professora é perguntada se hoje as crianças são mais malcriadas; e ela responde que sim. E, brilhantemente, completa com “Mas não que sejam piores que outras gerações.” Como é possível sim e não? Ah, claro. Por fim ela reitera que a culpa do mimo das crianças de hoje é dos pais, que a diferença pra antigamente é influencia da mídia, corrupção, impunidade e desestruturação familiar. Se há impunidade, pra quê tornar mais severa uma lei com este projeto?!?!?!

Para finalizar, de fato, ela afirma que é necessário – neste inovador modo [manso] de educar – persistência e vontade. Quem sabe com persistência e vontade, quando você atingir seu objetivo, teu filho já não seja mais criança.

*A mesma coisa, no mesmo lugar

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Doença Mental e Dom Casmurro

“(Rede Municipal) 10% dos professores sofrem de doença mental Estudo revela que há 4,9 mil professores afastados da sala de aula para tratamento de transtornos psiquiátricos”

Vou ser franco e dizer que quando li esta chamada hoje (segunda-feira, 12) no Jornal da Tarde [sim, eu leio e meu pai assina esse jornal] pensei “Mas não é possível, de novo!? Outra falha no Sistema de ensino”.

Sim, eu fui tão idiota a ponto de pensar que uma mínima debilidade mental em vários professores não tinha sido notada, ou não teria sido posta em relevância. Fato é que débil sou eu.

Posta minha ignorância de lado…

Ocorre que 4,9mil pessoas estão sendo levadas à loucura pelo emprego que tem, ou pressão porquanto ao emprego, ou pelo público com o qual trabalha. Fala sério! Isso poderia acontecer em qualquer lugar do planeta, mas no Brasil – ainda mais em São Paulo – tem um gostinho melhor.

Não é possível entender como um educador consegue ter problemas, mentira; é fácil pensar nisto. Atualmente, não se dá mais valor; ou melhor, os valores foram completamente invertidos. Um professor não pode dar nota baixa [foi proposital o emprego do verbo dar, pois nota baixa não se conquista se ganhar, pelo mais antigo vagabundo que disse isto] na rede particular que os pais já estão lá reclamando. Um professor não pode dar nota baixa na rede pública porque se não é ameaçado.

Dá medo algo assim, não poder mais educar. Não reclamem, pois, do governo quando virem que a educação tupiniquim não é boa, não avança, ou qualquer algo semelhante. Reclamem, sim, em casa.

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Dom Casmurro

“Maior romance da literatura brasileira”, frase do filme “Dom”, baseado na obra de Machado de Assis. Eu diria que é o maior romance mundial; mas, por Shakespeare, digo maior romance de língua portuguesa.

De qualquer forma, o problema central é à frente, é o ciúme.

Há diversas razões para o ciúme ser infundado. O autor escreve a obra para relembrar tudo, se tem que relembrar ele não tem certeza se houve ou não; se nem ele mesmo (Bento Santiago) tem certeza, ora! Ele destaca apenas alguns aspectos da personalidade de Capitu quando criança, que levariam o leitor a entender como possível agente de traição.

O amor inexplicável do filho por Bentinho deixa claro que não houve traição, e que seu amigo não era seu comborço - o cara que pega a mulher do outro. Ele mesmo assume que José Dias se visse seu filho falaria que era a cara dele [Bento]; no entanto, ele ainda continua vendo o filho como imagem do outro.

Além disso, o autor do livro [Bento] é advogado formado, e conta a história unilateralmente, não dando chance de defesa à outra parte. Sendo assim, leva qualquer um – ou não – a crer no que ele quiser.

Fora isso tudo, há outros fatos, os quais eu deixo escondido para que leias, e para que o texto não fique muito longo.

Em comparação com o filme, as únicas coisas comuns são Maria Fernanda Cândido como Capitu – na história real, ela foi Capitu na série, e no filme foi Ana – e o nome do protagonista, que foi o único mantido no filme, Bentinho. Isso mostra que para a história se tornar história, para haver a possibilidade [falsa] de traição só necessita do Bento, homem fraco que veria em qualquer Capitu uma traição diferente.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Diferença

Diferença entre Espanha e Brasil...

(4 títulos, sim, também)

Segundo Eça de Queirós:
"Não há na alma espanhola sentimento mais poderoso que este de pátria."

Se tivesse que escrever sobre o Brasil, seria:
"A não ser durante a Copa do Mundo, não há na alma brasileira sentimento menos poderoso que esta pátria."

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sábado, 10 de julho de 2010

Ponte Aérea

Sempre há uma comparação entre o Brasil e algum outro país.

E a verdade é que sempre haverá, pois o brasileiro não acredita no produto nacional. Se alguém falar sobre cinema nacional – que hoje é tão bom quanto o estrangeiro –, um não entendedor de cinema vai levar a diálogo grosso a superioridade das produções hollywoodianas, mesmo não tendo história decente, enredo, ou sentido – sim, falo de Avatar.

(aliás, tenho que parar de criticar o que não conheço, não vi Avatar) Ainda sobre o mesmo assunto, se conversar sobre isto com alguém que entende do assunto, a pessoa levará a dialogo os filmes americanos antigos, ou os europeus; verdade é que a nossa indústria é muito boa, mas é nova; e aperfeiçoa-se frequentemente.

Programas de TV sempre serão comparados com os norte-americanos; plausível, não há como não notar a semelhança até entre o fundo de cena do Programa do Jô e do David Latterman. Fato é que não é possível demonstrar superioridade entre um e outro – embora o brasileiro seja um tanto menos modesto.

Ainda quanto aos programas de TV, são poucos os realmente bons aqui no Brasil, não sei se programas antigos são cópias de outros; mas o BBB – lixo de grande sucesso nacional – é de origem estrangeira, europeia (não lembro o país, então não vou citar nenhum). Não quero dizer que o BBB é antigo, e não é, digo que os programas são cópias também, quando inovam são efêmeros. Sobre efemeridade, até a Maísa, grande achado do “patrão”, foi cópia.

Com ressalvas, tem que se reconhecer a capacidade do programa “Pânico na TV”, do qual eu não sou nada fã – muito pelo contrário – eles têm um caráter inovador, no qual se há cópia ela não é percebida. Programas bons, muito bons, da atualidade são não só cópias, mas, também, produções estrangeiras; o programa CQC – melhor programa brasileiro da atualidade, segundo quem vos digita – pertence à produtora argentina Quatro Cabeças, o que não lhes tira o prestígio.

Ainda na cópia, nossa comédia não tem graça atualmente, a não ser que seja cópia. Seja por blog, vlog, ou stand up¸ todos os formatos são cópia de cima, e, mesmo sendo engraçadas as cópias, ainda se fala que não chegamos aos pés dos copiados; Norte América ou Europa. A música nós não copiamos, temos própria, mas preferimos as dos outros, assim também é com os esportes.

Fato é que, se nós copiamos, também somos copiados; demo-nos valor; somos muito bons em várias coisas que nem damos importância, ou não percebemos. Não se pode ser o melhor em tudo, e se ficarmos, apenas, criticando-nos não seremos os melhores em nada.

Seja você o melhor no que faz, e melhore o que o outro está fazendo; antes de criticar. “Não retiras a trave do teu olho, antes de reparar no cisco no olho do teu irmão” (ou alguma coisa assim, não me lembro corretamente das partes da Escritura, e nem gosto de apelar à Ela)

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Visões

Muito estranhas que tive esta semana.

Não é costume deste blog falar sobre o cotidiano do autor, como muitos outros blogs aí presentes.

Esta semana foi, deveras, muito estranha, eu raramente vejo coisas esquisitas, ou fora da ordem normal das coisas – exceto quando me olho no espelho. Porém, esta semana já vi duas coisas a mim estranhas:

Terça, indo ao Mackenzie, vi um cara ser preso na Santa Cecília (depois me perguntam por que não gosto deste caminho), na verdade ele estava sendo preso, um policial o enforcava enquanto ele tentava fugir, e uma policial chamava alguém pelo rádio. A parte mais emocionante foi quando o meliante bateu sequencialmente no braço do policial com a palma das mãos – o que me lembrou de pronto o meu tempo de judô, excelente estrangulamento do policial. Ah, sim, voltando à parte mais emocionante… o policial falou, expressamente, “Não vou te soltar não, não quis ser malandro? Agora vai desmaiar”
Pena que não pude ver o fim desta história.

A segunda é muito menos emocionante, já aviso para que pare de ler se procura outra emoção. Foi hoje, quarta-feira, vi um mini pitboy, não que estivesse com um pitbull. Um garoto de uns 13 anos, talvez menos. Ele levava um cachorro que facilmente escaparia; não imagino como um pai pode deixar uma criança levar um cachorro grande pra passear, sendo que no fim das contas o cachorro pode levar a criança pra passear muito mais facilmente.

Sim, isso tudo são inutilidades, desculpe o tempo perdido.

In Dubio Pro Bar