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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Golpe Aeroviário

Essa greve às vésperas do natal é muito bem formulada, vai atingir o maior número de pessoas, pois são duas datas muito comemoradas, as pessoas vão para os quatro cantos do mundo, ou vão rever familiares. Eu não apoio essa greve, como não apoio qualquer outra, mas esta greve está mostrando a classes mais abastadas que elas são atingíveis por essas manifestações.

Chega de pararem trens, metrôs e ônibus; nestes casos a população que não tem recurso é gravemente ferida. Pensem um pouco, um avião que não voa uma família vai ficar sem viajar, sem ir para a Europa, Estados Unidos. Já ônibus, trens, metrôs atrapalham diversas famílias a colocarem comida na mesa, impedem de trabalhar as classes mais necessitadas, um crime.

E o pior é o acordo, num caso irá sair de algum luxo, que cessará, e já cobrirá o que é pedido pelos aeroviários. No outro caso, aumentará – em centavos gritantes – a passagem do transporte público, logo, a pessoa que não perdeu emprego por não conseguir chegar ao trabalho na hora, ou nem conseguiu chegar, vai ter que pagar uma passagem mais cara.

Outro fato que me impressionou – neste caso para bem – foi relacionado, também, ao acordo. Assisti ao presidente, Luis Inácio, dizer que a situação não pode ficar sem negociação. Não sei se isso foi fruto da classe social atingida, mas o que se vê é um presidente disposto a negociar com grevistas. Talvez o seu passado sindicalista não esteja tão apagado assim, talvez ele apenas seja um bom político, grande populista e excelente ator.

Quem poderá saber…


In Dubio Pro Bar

sábado, 18 de dezembro de 2010

Vícios de Internet I – Facebook

Tiro a poeira do blog com mais de um mês sem postar montando uma nova série.

Apresento-vos “Vícios de internet”, e abro com meu mais novo vício, o Facebook (thefacebook, pra quem viu o filme “A Rede Social”).

É uma obra prima (não no sentido original); particularmente, eu achava que era uma versão muito rústica do Orkut, embora fosse tão velho quanto. Não gostava da interface, achava-o pouco prático. Há cerca de um mês, comecei a usá-lo incessantemente; assim, minha visão mudou, ou se abriu.

É algo tão interessante e prático que sua criação virou filme, tamanha é a aceitação e uso – tanto quanto compulsivo. Para o Orkut chegar a algo assim tem que melhorar muito. E, como disse Rafinha Bastos em seu twitter, o filme sobre o Orkut já está sendo gravado, completamente em Osasco. As vendas, o público do filme será, apenas, espelho dos usuários; eu já vi o filme, gostei muito, embora não tenha entendido praticamente nada das partes técnicas, como códigos de programação – algo para poucos.

Fato é que esta rede social cresce atualmente com uma rapidez imensa no Brasil, e surgem mais vícios, pois o Facebook (ou Face, como é chamado por alguns) substitui praticamente qualquer outro site de rede social, ou entretenimento. Há jogos para se viciar, quizzes, e da para conversar – tanto instantaneamente (como um Messenger), quanto deixar um recado no mural para a outra pessoa responder quando puder. Há a possibilidade de comentar o resultado do jogo ou do quiz que algum amigo fez, a frase que alguém falou, foto que colocou.

Há, além disso, a possibilidade da criação de uma página para fãs que é melhor que as já conhecidas comunidades do Orkut, pois elas possuem maiores possibilidades (como por vídeos) e somente o criador pode controlar. Há também, a possibilidade de criar grupos de interesses em comum, com postagens dos diversos membros (sim, estas bastante parecidas com as comunidades do Orkut).

Tentem, aproveitem e viciem-se, com o tempo você vai achar até agradável e prática a estranha formatação da página. (é como o Linux para o Windows, um parece bom, bonito e funcional, mas o outro é quem realmente é)

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Desrespeito com a democracia


Qualquer dito meu que já sabia não será mera coincidência. Fato é que já sabíamos (ou deveríamos saber) qual seria o resultado desse último domingo nas urnas. Não tinha como o, assim chamado, sucessor de um presidente com 80% de aceitação [bom e ótimo] nas pesquisas (80%do país e eu não conheço nenhum!!) perder. Isso não era possível nem aqui nem na China - aliás, muito menos na China.

Mas, como citado no meu texto anterior, não há perda nenhuma nessa decisão; qualquer uma das [duas] possíveis escolhas seria igual. E com essa escolha a situação do nosso querido e amado Estado Paulista continua a mesma: PSDB em casa, PT fora dela.

Não me digam os de direita - por favor, não é um xingamento, não estou dizendo que são burgueses ou reacionários, eu, inclusive, me considerava "direitista" até certo tempo - que Dilma foi uma escolha ruim por ser do PT, ou por continuar o governo Lula. Lula continuou o governo FHC, por isso deu certo, e realmente deu certo; há falhas, mas falta tempo para atingirmos algo bom, e muito mais - talvez a eternidade - para atingirmos algo perfeito.

Realmente não gostei de Dilma ter sido eleita - utilizei a forma sem artigo, o que parece nordestino falando*, pois não quero quer haja intimidade com este ser nem na escrita -, creio que ela não esteja preparada para tal fardo e não era a melhor opção, sinto muito, mas não era.

O corrente Governo teve força em vários projetos sociais, há quem diga que foi um assistencialismo; de certa maneira foi, mas não foi e é necessário. Espero que o olhar social do próximo, ou de algum próximo, governo seja para melhoria em longo prazo; chega de dar auxílio em forma de esmola e não suprir necessidades por completo. O programa de bolsas é uma falha, não por ser esmola - o que não é -, mas por não propiciar a certeza de um futuro digno.

O que o Brasil realmente precisa é de um presidente que olhe pelo interesse de todos, o chamado "bem público", e não, apenas, para os seus e de seus companheiros, aliados ou coligados. Um presidente que entenda tanto altos grupos, quanto a classe média que almeja ser alta, a classe média emergente, a classe baixa e os "homeless" [pessoas em situação de rua]. Um Governo que faria um molde como o Capitalista para os dois primeiros grupos e Socialista para os outros três.

O primeiro investimento (primeira necessidade) é, de fato, na educação que deve ser feito, ela gera um futuro e presente digno, mas não é somente isso. Como manter com segurança [familiar, inclusive] essa criança na escola, como manter tranquilo o lar e os pais dessa criança que está na escola? O modo de se assegurar um bom empenho na escola, ou seja, um bom resultado dessa melhoria educacional é assegurar que a família tenha estrutura. Para isso ocorrer deve haver alguns pontos, a princípio: 1) os pais devem ter seus empregos garantidos; 2) deve haver moradia cômoda pelo número de pessoas que reside; 3) as crianças tem que ter uma garantia e expectativa de futuro pessoal e profissional; 4) deve haver segurança física para a pessoa, pois não existe possibilidade de tranquilidade com violência.

Não vou, hoje, escrever todas as minhas ideias, até porque não é um Blog o espaço para isso - não em uma linha lógica e direta de raciocínio -, mas sim um livro. O escrito dessas ideias é para um livro, quiçá vários, mas a aplicação deve ser num Governo, num Estado, o brasileiro de preferência, já que é o meu modelo para críticas. Que a aplicação seja feita por outrem antes de ser feita por mim, porque se for comigo cumpadi ...

Fato é que desviei um pouco do foco do meu tema de hoje; reforma política não tinha nada a ver com meu texto, mas saiu por costume, creio eu. O resultado das urnas neste dia das bruxas foi uma expressão democrática do povo, da nação brasileira; algo a ser respeitado.

Entretanto, não ocorreu respeito algum ao final de um resultado matematicamente confirmado, pois logo após o anúncio da vitória da candidata Dilma, do Partido dos Trabalhadores, houve uma avalanche de "tweets" de crítica. Vá! Que a crítica seja bem embasada, visando um apontamento político ou até um apontamento pessoal quanto a candidata, é aceitável. O que ocorreu, contudo, foi deplorável; cada vez que um brasileiro vota, ou vota em um candidato, está concordando com o sistema democrático em que vive, está dizendo um "sim" mais valioso do que o dito frente ao altar.

Logo após o anúncio de que Dilma Roussef seria a primeira mulher presidente do país, iniciou uma grande crise de inconsciência do povo do sul e sudeste do Brasil. Começaram a culpar os nordestinos pela eleição dela, a criticá-los pela origem, como se a inteligência de alguém dependesse da origem; como se a informação só existisse aqui no sul do país, como se só existisse a verdade de uns e não a de outros. A esquerda teve bons argumentos e pontos, assim como a direita, e não venceu por causa de votos de gente estúpida.

Muito pelo contrário, mostra que é estúpido quem pensa do modo como a garota que escreveu que "nordestino não é gente" - e por isso não deveria votar - e que estará ajudando São Paulo "matando um nordestino por dia"; dói ouvir o nome da sua cidade, do seu estado, sendo usado para tal afirmação. O cerceamento de direitos, nos mostra a história, não é o melhor caminho para uma nação, é um retrocesso enorme. Não vou ser hipócrita ao mencionar Hitler como mau exemplo de restrição de direitos, pois já o defendi aqui neste canal, e realmente acho que sem ele a Alemanha não seria nada hoje; e, hoje, seu PIB per capita supera o do gigante chinês (outra crítica: o PIB per capita deveria ser válido na hora de contar o avanço de um país, e não o PIB).

Basta lembrar que as pessoas, se é que são, que defenderam esse tipo de pensamento estão pensando como Fidel, que cerceou direitos e trouxe desgraça para um país que poderia ser o exemplo de prosperidade (e desigualdade) na América Latina; como não tinha mais Cuba, os Estados Unidos procuraram estes tupis portugueses. Pense que se, pra você, o direito de outros são retiráveis, para outros o seu também é; como você se sentiria não sendo detentor de direitos?

In Dubio Pro Bar

sábado, 30 de outubro de 2010

Eleições 2º turno 2010

Fiz o texto em formato de twitter por dois motivos: 1) Eu escrevi no twitter, copiei e colei aqui; 2) Eu vi este formato em texto no livro Elite da Tropa 2 e realmente achei fantástico.
O texto está no formato corrido de sempre pra quem preferir, é só descer um pouco mais.

leojribeiro Leonardo Ribeiro
O dia de amanhã não depende de sorte, força de pensamento, é pura expressão da democracia brasileira, aliás, (...)
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(...) segundo e último dia do ano em que seremos democratas e nossas vontades serão ouvidas, depois só em dois anos.
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Mas é fato que qualquer decisão tomada amanhã será ruim, não há menos pior. São igualmente ruins, (...)
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(...) pois não há segurança no voto naquele que seria o menos pior (Serra). E a candidata vai apenas continuar o falho governo situacional.
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Nós precisamos de mudança, e seja qual for o resultado de amanhã, não é o que conseguiremos. Precisamos pensar no Brasil como um todo
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ou separar de vez o Sul do resto, e ficar com os lucros e riquezas.E pensar como um todo é melhorar Norte e Nordeste, mas,também, olhar(...)
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(...)pra quem do seu lado passa fome e frio, ou come e mora mal. A única mudança é a educação, fazer o povo aprender a pensar, (...)
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leojribeiro Leonardo Ribeiro
(...) e não, apenas, copiar conhecimentos de outros.Um povo que pensa fica indignado com a situação da saúde, educação,transporte, segurança
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leojribeiro Leonardo Ribeiro
que encontramos hoje em situação de calamidade. Assim teremos mudança. Change we need. Yes we can. #VoteLeonardo em alguns anos
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MESMO TEXTO EM FORMATO CORRIDO

O dia de amanhã não depende de sorte, força de pensamento, é pura expressão da democracia brasileira, aliás, segundo e último dia do ano em que seremos democratas e nossas vontades serão ouvidas, depois só em dois anos. Mas é fato que qualquer decisão tomada amanhã será ruim, não há “menos pior”. São igualmente ruins, pois não há segurança no voto naquele que seria o menos pior (Serra). E a candidata vai apenas continuar o falho governo situacional.

Nós precisamos de mudança, e seja qual for o resultado de amanhã, não é o que conseguiremos. Precisamos pensar no Brasil como um todo ou separar de vez o Sul do resto, e ficar com os lucros e riquezas. E pensar como um todo é melhorar Norte e Nordeste, mas, também, olhar pra quem do seu lado passa fome e frio, ou come e mora mal.

A única mudança é a educação, fazer o povo aprender a pensar, não, apenas, copiar conhecimentos de outros. Um povo que pensa fica indignado com a situação da saúde, educação, transporte, segurança que encontramos hoje em situação de calamidade. Assim teremos mudança. Change we need. Yes we can. #VoteLeonardo em alguns anos

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domingo, 17 de outubro de 2010

Onda verde abortiva

Este ano de eleição está dando muito que falar, mas não muito do que se falar.

Pra quem não entendeu a diferença a explicação é rápida...
Muito se fala de aborto, das divergências dos candidatos, de um ser elitista e a outra terrorista [e, também, elitista]. Porém, não se fala de mais quase nada.

Tornamo-nos alienados em certos temas, certos assuntos que são como um cachorro correndo atrás de si. Assuntos eleitoreiros e que não vão mudar agora, assim como o aborto; um tema polêmico que não faz realmente uma diferença na pauta de trabalho (e não de campanha) de um presidente.

É como falar da legalização das drogas (ou de drogas leves). Seria o melhor modo de controlar algo que é, hoje, fora do sistema; controla-se o uso e a qualidade deste uso. Sem falar, também, que não se mata pelo uso, pela falta de pagamento, e nem se tem agressividade por parte dos fornecedores. Sua mãe não poderá proibir-lhe, depois que você tiver seus 18 anos ou mais. Não haveria – tantos – garotos de nove anos [e até menos] utilizando de tais entorpecentes*.

Sim, essa é a melhor solução – como a permissão do ato abortivo é para representar uma maior liberdade da mulher com o seu corpo, ou para poupar os desgastes de duas vidas quando a terceira não vingará**. Embora seja a melhor solução, a população brasileira não está preparada; não há nível necessário de educação e cultura para saber o melhor a se fazer em cada situação. Portanto, não se deve – tão cedo – permitir um ou outro.

Não são discutidos – tão vividamente – temas como educação, saúde, transporte e – o tão amado pelo presidenciável José Serra – saneamento público. Estes temas sim são importantes, somente teremos uma sociedade que possibilite legalizar abortamento ou descriminalizar drogas quando tivermos estes pontos muito bem acertados em todo o país, não somente em uma cidade.

Porém, o que irá decidir as eleições [tirando o Nordeste] é realmente o primeiro tema polêmico (aborto). Isto e mais uma coisa, a chamada “Onda Verde”.

Uma candidata se destacou nesse primeiro turno; estamos acostumados (ultimamente) com a briga entre dois partidos – lembrando Arena e MDB –, PT e PSDB. Neste ano de 2010, entretanto, houve um partido, e em especial uma candidata, que cresceu muito. O Partido Verde (PV) e sua candidata Marina Silva destacaram-se muito; e, portanto, decidirão essas eleições.

Os presidenciáveis precisam do apoio desta candidata para somar um total maior que o do outro de eleitores; porém, não se pode aliar-se ao que atacou anteriormente, mas o mundo da política é controverso, pois o que se busca é angariar partidários, votos e, por fim, ser eleito.

Não se deixe enganar por nada, e muito menos ninguém (coisas nem sempre são controláveis, pessoas, sim). Então, não vote em um candidato porque ele foi apoiado pela sua (ou seu) candidata (o). Tente – se ainda não fez – analisar as propostas de cada um, parece não dar tempo mais, mas creia que dá. Não acredite em informações puramente midiáticas – sei que falo através de uma mídia –, pesquise antes de formar uma opinião, e deixe as pessoas duvidarem de você e contradizerem-te.

*Sei que não mencionei os entorpecentes, logo a terminologia “tais” estaria incorreta, mas leia como se fosse implícito no momento “drogas”
**Mesmo em casos de anomalia em fetos quando se sabe que será um natimorto (criança que nasce sem vida***), não é permitido o aborto. Deste modo, o casal se desgasta, gasta dinheiro com consultas, atendimentos, o corpo da mulher se modifica e não há o fim desejado, que seria um filho para ter duração vitalícia aos pais.
***Se é que é possível nascer sem vida

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Não

acredite no que fala um poeta. / Ele tentará fazer você acreditar no que ele quiser que acredite. / E para isso vai, inclusive, em si mesmo acreditar, / Por um instante, mas vai, / Pois sabe que só se torna convincente quando se convence. / A convicção dele vai te convencer / Ele vai angariar mais um partidário, / Partir-se-á, porém! / Porque ninguém, / Ninguém!, / Ilude o outro sem se iludir / E não estará bem consigo mesmo / Não saberá quem é / É confusão em si / E a mentira / Ou verdade escondida / Se torna verdade de fato / Ou revelada em si, pra si. / E, no fim, o que a mentira que o poeta não sabia que existia vira verdade / E você confia [ria]

sábado, 9 de outubro de 2010

Comovido


Hoje estou em um clima estranho, mas não quero falar de mim.
É um dia muito especial pra ser egoísta – mesmo tendo um blog.
Hoje é aniversário da minha mãe, e também do John Lennon – seria se ele estivesse vivo, e sim, coloco-o depois de minha mãe, até porque mãe é mãe...

Mas o que me dá base para o título de hoje é realmente o finado e talentoso Beatle, encantou o mundo com suas músicas e seu estilo de inglês irreverente. Encantaria ainda hoje, como um vovô de 70 anos, não fosse por uma fatalidade…

Isto me faz pensar, o que faz uma pessoa achar que tem o direito sobre a vida da outra?

Não vou, aqui – agora, debater sobre uma possibilidade ou não de pena de morte; não é o que discuto, vou falar sobre os que não têm sua “liberdade” restringida.

Fico comovido com as músicas de John Lennon, mais ainda com a mensagem que ele passava, e me inveja o estilo inglês que ele produzia, diferente de qualquer estilo inglês tradicional. Era um cara que pregava a paz e o amor (incluiria as drogas, mas ele abandonou essa apologia depois de ficar “maduro” – se é que não morreu cedo de mais pra dizer que foi algum dia maduro).

Como qualquer pessoa pode querer assassinar alguém como ele; ele que pregou a paz, ele que pregou o amor, ele que encantou e cantou o mundo; ele que teve paciência para aturar tanto a Yoko quanto o Paul…

E o indivíduo dizia-se “ser humano”, ainda mais, dizia-se fã de Lennon.

Isto me comove, intriga e, principalmente, irrita.
“Vivam, e deixem viver” – someone said some Day

In Dubio Pro Bar