Meus caros, vocês não estão fartos disto?! Francamente, este ônibus está completamente lotado [este povo gostará e não entenderá a redundância] neste horário!
Vocês continuam apoiando isso tudo sem reclamar?! Voltam cansados do trabalho, agüentam trânsito E um enorme acumulo de pessoas ao redor!? Parabéns, vós sois sobre-humanos!
E o pior é que sofrem calados, apanham sem gritar! Embora o grito esteja preso na garganta… pensam em reclamar, mas não sabem pra quem, e muito menos de quem!
A verdade é que devem reclamar do governo, e para ele mesmo ou a imprensa, que finge que não sabe que isso tudo acontece! E, realmente, não dá a mínima para qualquer um que está aqui dentro agora… e vocês, literalmente, dão ibope a eles!
Não falo somente da mídia quando falo do Ibope, o governo também se aproveita. Neste ano, deverão vocês escolher novos representantes, que poderão mudar esta situação. Mas, vocês não sabem opinar, caso contrário não estaríamos nesta situação; não me leve ma mal, mas a maioria de vocês nem sairia do sofá no domingo para votar se não fosse obrigada.
Quantos de vocês não prefeririam estar em um carro agora? Confortavelmente sentados, com um ar condicionado ou, pelo menos, uma música agradável; sem aperto algum, e não teriam que andar tanto, seria da porta do trabalho para a porta de casa… Vejam, pois, se vossos chefes acatam esta ideia – claro que a opção é para quem está a mais de cinco anos na mesma empresa, o que hoje é raridade –, será que eles trocariam vossos vales transporte por um carro?
O valor de certo tempo de vale transporte compraria um carro, daria conforto ao funcionário; o problema é que geraria um vínculo com vocês até o final do valor estar quitado, o que para eles parecerá um prejuízo, pois não pretendem vos ter por tanto tempo.
Essa tática serviria duplamente, ajudaria no conforto de vocês e daria um baque numa empresa que serve ao governo, que é o caso da SP Trans, e, logo, um baque no governo. Assim como esse golpe pode ser dado e sentido nas urnas; se souberem votar direito.
E votar direito não é votar neste ou naquele candidato, é votar consciente do que está fazendo, nem que esteja fazendo besteira, e votar por si mesmo, não por outros. Todo candidato tentará enganar-vos, vejam o exemplo do partido que vos governa, diz no estado que a mudança de governo é o que trará melhoria e desenvolvimento, que precisa mudar; mas defende a continuidade, manutenção e continuísmo do governo para o país.
Eles não defendem mudança, manutenção, melhoria, ou qualquer outra coisa; eles defendem a si mesmos, e está na hora de você começar a se defender! Não pensem que sou diferente de vocês, que sou um burguês que fala tudo isso porque está confortável como está; se minha situação fosse melhor que a de vocês, não estaria eu no mesmo ônibus!
Pensem, também, que se você está nesta situação, tanto financeira como espremido dentro de um ônibus às nove da noite, é porque o crescimento que dizem que ocorreu não ocorreu tão bem quanto falam…
In Dubio Pro Bar
terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Teotônio Prudente Droit
Peço espaço neste blog de um grande escritor para disseminar um pouco de meus pensamentos, indagações e frustrações.
Nesta primeira aparição (espero que me sejam permitidas outras) gostaria de tratar de um assunto que incomoda a grande parte da sociedade brasileira, creio eu.
Por que a religião continua imperando no Brasil?
Certo, muitos vão dizer que isso não ocorre, dirão que o Brasil é um país laico, com garantia constitucional disto. Pois eu já vos digo que estão todos estes errados!
Ora, o país tem maioria cristã, mas tem grande parte da população de outras religiões, mas os feriados são cristãos. Para não dizer católicos.
O maior feriado nacional, o Carnaval, é um feriado católico que antecede outro a Quarta de Cinzas; isto para não contar os tantos outros mais conhecidos, Páscoa, Natal, dia de Nossa Senhora (12 de outubro não é feriado por causa de crianças!).
Embora tudo isso seja aceito como normal, nós de outra religião não podemos parar em um feriado judeu, podemos? Ou de qualquer outra religião.
Outro ultraje imperial do cristianismo é ainda garantido e punido por normas jurídicas. Vejam que em países considerados islâmicos é normal a poligamia, ou a não-monogamia; aqui no Brasil é crime; ora, não é por acaso um conceito cristão?
Por falar em garantia normativa, também é fato que nosso Congresso está lotado de cristãos que não aceitam um ponto de vista não-religioso. Por pouco não se pôde realizar pesquisas com células-tronco. Além disso, há uma bancada enorme de cristãos no Congresso, mas não que eu esteja criticando apenas por serem cristãos - longe de mim atacar qualquer religião, ainda mais a minha -, eles assumem uma postura radical como se somente a visão da crença deles estivesse correta.
Bom, pelo tema e clima de eleições fecho o texto com uma grande marchinha:
“Eimael, o democrata cristão!”
T.P.D.
Nesta primeira aparição (espero que me sejam permitidas outras) gostaria de tratar de um assunto que incomoda a grande parte da sociedade brasileira, creio eu.
Por que a religião continua imperando no Brasil?
Certo, muitos vão dizer que isso não ocorre, dirão que o Brasil é um país laico, com garantia constitucional disto. Pois eu já vos digo que estão todos estes errados!
Ora, o país tem maioria cristã, mas tem grande parte da população de outras religiões, mas os feriados são cristãos. Para não dizer católicos.
O maior feriado nacional, o Carnaval, é um feriado católico que antecede outro a Quarta de Cinzas; isto para não contar os tantos outros mais conhecidos, Páscoa, Natal, dia de Nossa Senhora (12 de outubro não é feriado por causa de crianças!).
Embora tudo isso seja aceito como normal, nós de outra religião não podemos parar em um feriado judeu, podemos? Ou de qualquer outra religião.
Outro ultraje imperial do cristianismo é ainda garantido e punido por normas jurídicas. Vejam que em países considerados islâmicos é normal a poligamia, ou a não-monogamia; aqui no Brasil é crime; ora, não é por acaso um conceito cristão?
Por falar em garantia normativa, também é fato que nosso Congresso está lotado de cristãos que não aceitam um ponto de vista não-religioso. Por pouco não se pôde realizar pesquisas com células-tronco. Além disso, há uma bancada enorme de cristãos no Congresso, mas não que eu esteja criticando apenas por serem cristãos - longe de mim atacar qualquer religião, ainda mais a minha -, eles assumem uma postura radical como se somente a visão da crença deles estivesse correta.
Bom, pelo tema e clima de eleições fecho o texto com uma grande marchinha:
“Eimael, o democrata cristão!”
T.P.D.
domingo, 15 de agosto de 2010
Hipocrisia
Este é um tabu em qualquer sociedade, e por isso vai servir pra tirar o pó do blog.
Todos criticam muito um ato de hipocrisia, como policiais vendendo armas a bandidos (não que isso ocorra no Brasil); porém, todos aceitam como ditado popular a frase “Se quiser conhecer um homem de verdade, dê poder a ele” ou a histórica frase “Aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei”.
A verdade é que todos têm algo, ou muito, de hipócrita, mas poucos são os que assumem isso. São tão hipócritas que não admitem mentiras, mas mentem sobre serem hipócritas.
Aproveitando que estamos chegando à época de eleições [cada dia mais próximo, e cada dia mais distante… questão de perspectiva], vou comentar quanto à hipocrisia dos políticos. Creio que deveria ter gerado risos agora, ah!, como eu sou hilariante…
A hipocrisia dos políticos fica gravada com suas falas perante a mídia em comparação com suas ações, ou falta delas. Ou ainda, com a relação com a imprensa em época de eleição e fora desta. Mas creio que esteja óbvia a ideia desta determinada hipocrisia, pelo menos no Brasil.
Há, porém, hipocrisias mais gritantes, porque um poder que subiu a cabeça ou desceu ao bolso não é pior do que a falha numa instituição social. Os relacionamentos hoje em dia ficam muitas vezes sobre uma falsa base, isto devido à hipocrisia; pensem, se todos são hipócritas e ninguém admite que o seu parceiro o traia, admiti-se a traição feita por si mesmo. Desta forma, como confiar em qualquer pessoa para haver um relacionamento?
A resposta para isso é simples, confie em pessoas que demonstrem ou admitem serem hipócritas… pois para os demais há desconfiança.
In Dubio Pro Bar
Todos criticam muito um ato de hipocrisia, como policiais vendendo armas a bandidos (não que isso ocorra no Brasil); porém, todos aceitam como ditado popular a frase “Se quiser conhecer um homem de verdade, dê poder a ele” ou a histórica frase “Aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei”.
A verdade é que todos têm algo, ou muito, de hipócrita, mas poucos são os que assumem isso. São tão hipócritas que não admitem mentiras, mas mentem sobre serem hipócritas.
Aproveitando que estamos chegando à época de eleições [cada dia mais próximo, e cada dia mais distante… questão de perspectiva], vou comentar quanto à hipocrisia dos políticos. Creio que deveria ter gerado risos agora, ah!, como eu sou hilariante…
A hipocrisia dos políticos fica gravada com suas falas perante a mídia em comparação com suas ações, ou falta delas. Ou ainda, com a relação com a imprensa em época de eleição e fora desta. Mas creio que esteja óbvia a ideia desta determinada hipocrisia, pelo menos no Brasil.
Há, porém, hipocrisias mais gritantes, porque um poder que subiu a cabeça ou desceu ao bolso não é pior do que a falha numa instituição social. Os relacionamentos hoje em dia ficam muitas vezes sobre uma falsa base, isto devido à hipocrisia; pensem, se todos são hipócritas e ninguém admite que o seu parceiro o traia, admiti-se a traição feita por si mesmo. Desta forma, como confiar em qualquer pessoa para haver um relacionamento?
A resposta para isso é simples, confie em pessoas que demonstrem ou admitem serem hipócritas… pois para os demais há desconfiança.
In Dubio Pro Bar
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Horóscopo / Signos
Sim, eu vou largar, por esta vez, assuntos sérios e tratar de [algo menos sério, mais ridículo, porém pessoal] um problema da sociedade.
Está certo, não é um problema, é uma dificuldade.
Eu particularmente não acredito em horóscopo, e não muito em signo; respeito quem acredita neste, mas acreditar em horóscopo é cegueira cumulada com burrice.
Não é possível crer que há apenas doze diferentes tipos de pessoas, e crer que seja por causa de um arranjo dos astros do momento em que você nasceu ou nasceria – se prematuro – que você vá mudar de alguma forma. E a principal defesa para haver mais diferenças é sempre “mas existem os [signo x] que escondem seu lado verdadeiro”, pura baboseira.
Acreditar nisso seria crer que se uma pessoa é rica ou bem sucedida, todas as pessoas do mesmo signo deveriam ser. Por que pode haver vagabundos e magnatas de mesmo signo? Gênios e idiotas?
Também, não há destino nisto, e Deus não influi ou castiga alguém por “outra vida” [verídica ou não], e nem decide quem vai nascer na família tal ou tal, pra ser mais ou menos rico, não há destino, é a vida; Deus deu o livre arbítrio, já sabia onde nasceria e deixa você fazer o que quiser com a sua vida [está certo, já apliquei a moral cristã de hoje].
Pior que isto é acreditar em horóscopo; cheque todas as revistas e jornais que publicam tais fatos, quando houver pelo menos UM dos doze signos com o mesmo “destino do dia” você pode acreditar que aquilo é verdade. Porém, pense que haverá, apenas, DOZE diferentes tipos de dia… seguindo o mesmo raciocínio, não é possível; haverá um cruzamento de pessoas do mesmo signo, em que algo resolvido ou ocorrido será sorte para um e azar para o outro.
Creio que, se tratado como uma ciência séria, a Astrologia pode ser considerada em alguns pontos, e pode até ser que haja verdade. Contudo, essa massividade de inverdades, ilusões e falsos destinos apenas mancham essa ponta de verdade desta, talvez, ciência.
In Dubio Pro Bar
Está certo, não é um problema, é uma dificuldade.
Eu particularmente não acredito em horóscopo, e não muito em signo; respeito quem acredita neste, mas acreditar em horóscopo é cegueira cumulada com burrice.
Não é possível crer que há apenas doze diferentes tipos de pessoas, e crer que seja por causa de um arranjo dos astros do momento em que você nasceu ou nasceria – se prematuro – que você vá mudar de alguma forma. E a principal defesa para haver mais diferenças é sempre “mas existem os [signo x] que escondem seu lado verdadeiro”, pura baboseira.
Acreditar nisso seria crer que se uma pessoa é rica ou bem sucedida, todas as pessoas do mesmo signo deveriam ser. Por que pode haver vagabundos e magnatas de mesmo signo? Gênios e idiotas?
Também, não há destino nisto, e Deus não influi ou castiga alguém por “outra vida” [verídica ou não], e nem decide quem vai nascer na família tal ou tal, pra ser mais ou menos rico, não há destino, é a vida; Deus deu o livre arbítrio, já sabia onde nasceria e deixa você fazer o que quiser com a sua vida [está certo, já apliquei a moral cristã de hoje].
Pior que isto é acreditar em horóscopo; cheque todas as revistas e jornais que publicam tais fatos, quando houver pelo menos UM dos doze signos com o mesmo “destino do dia” você pode acreditar que aquilo é verdade. Porém, pense que haverá, apenas, DOZE diferentes tipos de dia… seguindo o mesmo raciocínio, não é possível; haverá um cruzamento de pessoas do mesmo signo, em que algo resolvido ou ocorrido será sorte para um e azar para o outro.
Creio que, se tratado como uma ciência séria, a Astrologia pode ser considerada em alguns pontos, e pode até ser que haja verdade. Contudo, essa massividade de inverdades, ilusões e falsos destinos apenas mancham essa ponta de verdade desta, talvez, ciência.
In Dubio Pro Bar
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Apartheid, a gente vê por aqui!
Mais um dia comum, uma ida ao trabalho, estava eu nesse metrô maravilhoso de São Paulo, não lembro qual vagão. Estava nos últimos assentos, e, como podem ver, muita gente por perto - estou lendo Sagarana, de Guimarães Rosa, no momento,só leio no metrô e no onibus, então vai demorar pra eu acabar.
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Title: Apartheid, we see it by here!
Another regular day, going to work, I was in the wonderful subway of Sao Paulo. I was sat in one of the last sits, ans, as you can see, lots of people around me - at the moment, I'm reading Sagarana, from Guimarães Rosa, I only read it in the subway or in the bus, going to or coming back from work, then I will take some time (long time maybe) to finish it.
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Title: Apartheid, we see it by here!
Another regular day, going to work, I was in the wonderful subway of Sao Paulo. I was sat in one of the last sits, ans, as you can see, lots of people around me - at the moment, I'm reading Sagarana, from Guimarães Rosa, I only read it in the subway or in the bus, going to or coming back from work, then I will take some time (long time maybe) to finish it.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Antipolítica Externa e Segurança Klabin
Venezuela e Colômbia estão a ponto de estourar a primeira guerra bolivariana; crê-se, hoje, que o assunto será resolvido “sob a chancela do Brasil”. Tenho medo do que isso pode, de fato, significar.
Segundo o assessor especial para assuntos internacionais, a vontade é reforçar as afinidades entre os países, sendo que estas superam o número de divergências. Procura-se, também, aproveitar o momento de mudança de presidente.
Deixa-se claro que o Brasil pretende chegar a um fator de paz no território através de uma mediação exitosa. E eu me pergunto, que outro tipo de mediação o Brasil faz? Ainda mais quando se trata de nossos vizinhos. Deixamos as Petrobrases* serem bolivarianizadas*; porém, não nacionalizamos as multinacionais aqui presentes.
Somos uma verdadeira piada quando se trata de Política Externa; fora sermos fracos, não tomamos posição firme. Por isso “todos gostam de nós”. Ficamos entre Obama e Ahmadinejad. Somos omissos, não tomamos partido e ficamos com cara de idiotas; pois quer saber? Somos, de fato, idiotas! Nós podemos muito bem mudar isto…
Os argentinos entram em protesto por qualquer coisa, como mostrou o Globo Esporte nesta quarta-feira, pela saída de Diego Maradona da seleção argentina. Se fossemos assim poderíamos culpar so(la)mente o governo… [momento ‘revolts’ {momento colorido}**]
+++
Grande atitude o que os moradores da Chácara Klabin – zona sul de São Paulo – fizeram. Eles montaram um esquema de segurança, junto com as polícias Civil e Militar, comprando diversos aparelhos. Cada condomínio [dos 98, aproximadamente, que há na região] gastou cerca de R$6.000,00. Um preço justo, quando dividido por cada morador, pelo resultado obtido.
Em um ano, ocorreram 80% menos furtos, assaltos e seqüestros na região; e pensar que a polícia neste caso funciona. Como bem apontaram um professor do Largo São Francisco e um delegado, isso mostra fraqueza no setor público, pois uma organização / movimentação particular sanou um problema que o órgão público não conseguiu.
Isso demonstra, em parte, que a eleição não deveria ser para prefeito e sim para “subprefeito”; pois não ninguém está preparado para garantir vigilância da cidade inteira. Portanto, o trabalho de fato vai para as subprefeituras, tendo elas grande importância na vida do cidadão; porém, o cidadão não elege o ser que tem responsabilidade por este determinado local. É um posto indicado, infâmia estrondosa para tamanha função; falha pública.
Além disso, deve-se repensar o modo de administração pública no Brasil. Não é possível que certos órgãos municipais fiquem sujeitos, bloqueados, por vontade ou intervenção estatal ou federal.
*Neologismo
** o “colorido” foi por causa do “revolts”
In Dubio Pro Bar
Segundo o assessor especial para assuntos internacionais, a vontade é reforçar as afinidades entre os países, sendo que estas superam o número de divergências. Procura-se, também, aproveitar o momento de mudança de presidente.
Deixa-se claro que o Brasil pretende chegar a um fator de paz no território através de uma mediação exitosa. E eu me pergunto, que outro tipo de mediação o Brasil faz? Ainda mais quando se trata de nossos vizinhos. Deixamos as Petrobrases* serem bolivarianizadas*; porém, não nacionalizamos as multinacionais aqui presentes.
Somos uma verdadeira piada quando se trata de Política Externa; fora sermos fracos, não tomamos posição firme. Por isso “todos gostam de nós”. Ficamos entre Obama e Ahmadinejad. Somos omissos, não tomamos partido e ficamos com cara de idiotas; pois quer saber? Somos, de fato, idiotas! Nós podemos muito bem mudar isto…
Os argentinos entram em protesto por qualquer coisa, como mostrou o Globo Esporte nesta quarta-feira, pela saída de Diego Maradona da seleção argentina. Se fossemos assim poderíamos culpar so(la)mente o governo… [momento ‘revolts’ {momento colorido}**]
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Grande atitude o que os moradores da Chácara Klabin – zona sul de São Paulo – fizeram. Eles montaram um esquema de segurança, junto com as polícias Civil e Militar, comprando diversos aparelhos. Cada condomínio [dos 98, aproximadamente, que há na região] gastou cerca de R$6.000,00. Um preço justo, quando dividido por cada morador, pelo resultado obtido.
Em um ano, ocorreram 80% menos furtos, assaltos e seqüestros na região; e pensar que a polícia neste caso funciona. Como bem apontaram um professor do Largo São Francisco e um delegado, isso mostra fraqueza no setor público, pois uma organização / movimentação particular sanou um problema que o órgão público não conseguiu.
Isso demonstra, em parte, que a eleição não deveria ser para prefeito e sim para “subprefeito”; pois não ninguém está preparado para garantir vigilância da cidade inteira. Portanto, o trabalho de fato vai para as subprefeituras, tendo elas grande importância na vida do cidadão; porém, o cidadão não elege o ser que tem responsabilidade por este determinado local. É um posto indicado, infâmia estrondosa para tamanha função; falha pública.
Além disso, deve-se repensar o modo de administração pública no Brasil. Não é possível que certos órgãos municipais fiquem sujeitos, bloqueados, por vontade ou intervenção estatal ou federal.
*Neologismo
** o “colorido” foi por causa do “revolts”
In Dubio Pro Bar
domingo, 25 de julho de 2010
Humor Amordaçado
Uso mesmo título do artigo da Folha deste domingo, 25, para espalhar uma notícia muito constrangedora; e o que mais constrange é que a medida foi tomada pelo Judiciário.
Segundo novas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não será mais permitido aos programas de TV fazer piadas com os candidatos ou partidos; o problema maior foi para o ‘Casseta & Planeta’, que sempre teve seu humor voltado a imitações deste tipo.
Aliás, a matéria da Folha começa assim “Quem achou graça (…) vai ter que esperar até o fim da eleição para rir de novo”; a parte em reticências trata sobre o quadro humorístico do ‘Casseta & Planeta’. Bom, creio que a espera das meia-dúzia de donas de casa que realmente acham graça do programa ou do quadro não vai ser tão longa, elas arranjaram outra distração.
O humorista Hélio de La Peña, do referido programa, fez uma analogia incrível, mas – infelizmente, por mim – foi com Copa do Mundo, ou melhor, com a Copa do Mundo de 2010, que só me retirou R$54,00 – inclusos os R$10,00 por mim gastos com Bolão. Segue a analogia: “É o estilo Dunga dominando a eleição […] O povo devia ter direito a se divertir um pouco com a política, já que será obrigado a sofrer com o horário gratuito”
Tenho pensamentos fortes sobre isto; tudo provavelmente significa que eles querem as piadas só pra eles com o horário eleitoral gratuito…
O programa ‘CQC’ também foi incluído nisto, não poderão fazer os tão adorados efeitos gráficos, será, a partir de então, apenas o político e o repórter. Porém, não adianta essa reportagem do ‘CQC’ de cara limpa, pois, ainda sim, entenderão como piada ou difamação.
Vamos por abaixo, ou morrer tentando [não leve a sério], de uma vez a censura seja ela qual for; liberdade de expressão e liberdade de imprensa não podem ser reprimidos.
In Dubio Pro Bar
Segundo novas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não será mais permitido aos programas de TV fazer piadas com os candidatos ou partidos; o problema maior foi para o ‘Casseta & Planeta’, que sempre teve seu humor voltado a imitações deste tipo.
Aliás, a matéria da Folha começa assim “Quem achou graça (…) vai ter que esperar até o fim da eleição para rir de novo”; a parte em reticências trata sobre o quadro humorístico do ‘Casseta & Planeta’. Bom, creio que a espera das meia-dúzia de donas de casa que realmente acham graça do programa ou do quadro não vai ser tão longa, elas arranjaram outra distração.
O humorista Hélio de La Peña, do referido programa, fez uma analogia incrível, mas – infelizmente, por mim – foi com Copa do Mundo, ou melhor, com a Copa do Mundo de 2010, que só me retirou R$54,00 – inclusos os R$10,00 por mim gastos com Bolão. Segue a analogia: “É o estilo Dunga dominando a eleição […] O povo devia ter direito a se divertir um pouco com a política, já que será obrigado a sofrer com o horário gratuito”
Tenho pensamentos fortes sobre isto; tudo provavelmente significa que eles querem as piadas só pra eles com o horário eleitoral gratuito…
O programa ‘CQC’ também foi incluído nisto, não poderão fazer os tão adorados efeitos gráficos, será, a partir de então, apenas o político e o repórter. Porém, não adianta essa reportagem do ‘CQC’ de cara limpa, pois, ainda sim, entenderão como piada ou difamação.
Vamos por abaixo, ou morrer tentando [não leve a sério], de uma vez a censura seja ela qual for; liberdade de expressão e liberdade de imprensa não podem ser reprimidos.
In Dubio Pro Bar
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